Please use this identifier to cite or link to this item:
http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1667Full metadata record
| DC Field | Value | Language |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | Macie, Albano | - |
| dc.contributor.author | Nuvungas, Marta Vicente Uate dos | - |
| dc.date.accessioned | 2026-08-10T09:18:48Z | - |
| dc.date.available | 2026-08-10T09:18:48Z | - |
| dc.date.issued | 2026-01 | - |
| dc.identifier.uri | http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1667 | - |
| dc.description.abstract | O presente estudo analisa o instituto da perda alargada de bens, introduzido em Moçambique pela Lei n.º 13/2020, de 23 de Dezembro, como mecanismo de combate ao lucro da criminalidade organizada e económico-financeira. O objetivo central da investigação é aferir a suficiência deste regime jurídico perante a necessidade de recuperação de activos de proveniência ilícita. Para tal, o estudo analisa os pressupostos de aplicação do instituto, designadamente a exigência de condenação penal, o catálogo de crimes sujeitos ao regime e o âmbito temporal do património abrangido. A investigação demonstra que o actual regime jurídico da perda alargada apresenta insuficiências críticas que comprometem a sua eficácia. Primeiro, ao estabelecer a condenação penal transitada em julgado como condição sine qua non, o legislador permite que proventos ilícitos escapem ao Estado em casos de morte do arguido, prescrição ou imunidade legal. Segundo, a vinculação a um catálogo de crimes que utiliza conceitos genéricos e uma lógica de numerus apertus gera indeterminabilidade jurídica e permite o tratamento de crimes de pouca relevância económica através de um mecanismo excepcionalmente musculado. Por último, a limitação temporal de cinco anos para a reconstrução histórica do património é considerada insuficiente perante a sofisticação das organizações criminosas, permitindo que parte significativa do património incongruente permaneça na posse dos agentes. Conclui-se que, embora represente um avanço na política criminal, o regime de perda alargada carece de revisão legislativa. Sugere-se a extensão do âmbito temporal para dez anos e a discussão sobre a introdução do confisco in rem (civil), permitindo a recuperação de bens mesmo na ausência de uma condenação penal, para que, efectivamente, se concretize o princípio de que o "crime não compensa". | en_US |
| dc.language.iso | por | en_US |
| dc.publisher | Universidade Eduardo Mondlane | en_US |
| dc.rights | openAcess | en_US |
| dc.subject | Perda alargada | en_US |
| dc.subject | Criminalidade organizada, | en_US |
| dc.subject | Criminalidade económico financeira | en_US |
| dc.subject | Lucro e património incongruente | en_US |
| dc.subject | Extended forfeiture | en_US |
| dc.subject | Unexplained wealth | en_US |
| dc.title | A perda alargada como meio de prevenção e combate à criminalidade organizada e económico-financeira na ordem jurídica moçambicana: pressupostos de aplicação | en_US |
| dc.type | thesis | en_US |
| dc.description.resumo | This study focuses on the extended confiscation regime as a legal instrument to combat organized and economic-financial crime, introduced into the national legal system by Law No. 13/2020 of December 23. The research aims to assess the adequacy and effectiveness of this legal framework in addressing such criminal phenomena. To this end, the study discusses the core requirements for the application of extended confiscation, namely: the necessity of a criminal conviction, the open list of predicate offenses to which the regime applies, and the temporal scope of assets subject to confiscation. The analysis concludes that making a criminal conviction a sine qua non condition for the application of extended confiscation excludes situations in which a conviction is not feasible, even in the presence of manifest asset incongruence. Additionally, the requirement that the conviction must relate to a open list of offenses leads to legal uncertainty regarding the applicability of extended confiscation. Finally, the five-year limitation period on the analysis of assets undermines the regime’s effectiveness by allowing incongruent assets acquired outside this temporal scope to remain unaffected. These limitations reveal the insufficiency of the current extended confiscation regime in achieving the goal of recovering proceeds derived from organized and economic financial crime. | en_US |
| Appears in Collections: | FD - Dissertações de Mestrado | |
Files in This Item:
| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| 2026 - Nuvungas, Marta Vicente Uate dos.pdf | 889.55 kB | Adobe PDF | View/Open |
Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.