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Desfecho do seguimento clínico após profilaxia pós - exposição ao HIV em adolescentes vítimas de violação sexual, Maputo (2020–2022)

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dc.contributor.advisor Chilundo, Baltazar Gonçalo Mazungane
dc.contributor.author Tivane, Ivandra Natércia Manheira
dc.date.accessioned 2026-03-30T12:20:40Z
dc.date.issued 2026-01
dc.identifier.uri http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1594
dc.description.abstract A violação sexual perpetrada em adolescentes representa uma séria crise de saúde pública, agravado pelo risco elevado de infecção pelo HIV. A profilaxia pós- exposição constitui uma intervenção de urgência fundamental para reduzir esse risco, sendo o seguimento clínico essencial para garantir sua eficácia. Objectivo: Este estudo teve como objectivo determinar a proporção de adolescentes vítimas de violação sexual assistidas no Hospital Geral de Mavalane entre 2020 e 2022 que completaram o seguimento clínico de três meses após o início da profilaxia pós-exposição, e analisar factores associados à conclusão desse seguimento. Métodos: A investigação adoptou um desenho observacional analítico, caracterizado como um estudo de coorte retrospectivo. A colecta de dados utilizou fontes secundárias de raparigas adolescentes atendidas entre Março de 2020 a Setembro de 2022. A coorte final incluiu 322 casos. Efectuou-se análise descritiva e a aplicação do teste de Qui-quadrado ou exacto de Fisher. A avaliação da associação entre factores explicativos e o desfecho, a análise foi feita por regressão de Poisson com estimadores robustos, reportando-se riscos relativos e IC de 95% e com nível de significância α = 5%. Resultados: Dos 322 casos incluídos, entre as que não iniciaram, todas abandonaram o seguimento. Dos 155 (48,1%) iniciaram a profilaxia pós-exposição e, destes, apenas 28 (18,1%) completaram o seguimento clínico, correspondendo a 8,7% da amostra total. O número de agressores mostrou associação significativa: vítimas de mais de um agressor apresentaram quase três vezes mais chances de concluir o seguimento em comparação às de um único agressor (RR = 2,90; IC95%: 1,37–6,14; p = 0,005). O tempo de chegada também foi determinante: todas as adolescentes que completaram o seguimento haviam procurado atendimento nas primeiras 72 horas após a violação (χ2 = 26,41; p < 0,001). Inexistiu correlação estatisticamente significativa entre a conclusão do seguimento e a idade, escolaridade ou relação com o agressor (p > 0,05). Conclusão: Intervenções programáticas, políticas e académicas são urgentes para promover acolhimento humanizado, reduzir o estigma, capacitar equipas de saúde e criar mecanismos de retenção para o alcance da eficácia da estratégia de profilaxia pós- exposição en_US
dc.language.iso por en_US
dc.publisher Universidade Eduardo Mondlane en_US
dc.rights openAcess en_US
dc.subject Seguimento clínico en_US
dc.subject Profilaxia pós-exposição en_US
dc.subject Violação sexual en_US
dc.subject Adolescentes en_US
dc.subject HIV en_US
dc.subject Clinical follow-up en_US
dc.subject Post-exposure prophylaxis en_US
dc.subject Sexual assault en_US
dc.subject Adolescents en_US
dc.title Desfecho do seguimento clínico após profilaxia pós - exposição ao HIV em adolescentes vítimas de violação sexual, Maputo (2020–2022) en_US
dc.type thesis en_US
dc.description.embargo 2026-03-27
dc.description.resumo Sexual assault among adolescents is a serious public health issue, compounded by the high risk of HIV infection. Post-exposure prophylaxis (PEP) is a crucial emergency intervention to prevent HIV transmission, and adequate clinical follow-up is essential to ensure its effectiveness. Objective: To determine the proportion of adolescent victims of sexual assault assisted at Hospital Geral de Mavalane between 2020 and 2022 who completed the three-month clinical follow-up after initiating post-exposure prophylaxis, and to analyze factors associated with follow- up completion. Methods: This was an analytical observational study with a retrospective cohort design. Data were obtained from secondary sources of adolescent girls assisted between March 2020 and September 2022. The final cohort comprised 322 cases. Descriptive statistics were performed, followed by Chi-square or Fisher’s exact tests. Associations between explanatory variables and the outcome were assessed using Poisson regression with robust variance, reporting relative risks (RR) and 95% confidence intervals (95% CI), with a significance level of α = 0.05. Results: Among the 322 cases, 155 (48.1%) initiated PEP, and only 28 (18.1%) completed the three- month clinical follow-up, representing 8.7% of the total sample. The number of aggressors was significantly associated with follow-up completion: victims assaulted by more than one perpetrator were nearly three times more likely to complete the follow-up than those assaulted by a single perpetrator (RR = 2.90; 95% CI: 1.37–6.14; p = 0.005). Time of presentation was also a significant factor—all adolescents who completed the follow-up sought care within 72 hours after the assault (χ2 = 26.41; p < 0.001). No significant association was found between follow-up completion and age, education level, or relationship with the perpetrator (p > 0.05). Conclusion: The completion rate of clinical follow-up among adolescent sexual assault victims who initiated PEP was low. Immediate care seeking within 72 hours and multiple-assailant cases were associated with higher follow-up completion. Strengthened programmatic, policy, and academic actions are urgently required to enhance humanized care, reduce stigma, empower healthcare providers, and improve retention mechanisms to ensure the effectiveness of HIV post-exposure prophylaxis en_US


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