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Valoração financeira de espécies arbóreas comerciais e sequestro de carbono na Floresta Comunitária de Mudzo, província da Zambézia

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dc.contributor.advisor Falcão, Mário Paulo
dc.contributor.author Zandamela, Nilton P.
dc.date.accessioned 2026-03-03T12:01:25Z
dc.date.issued 2025-06-01
dc.identifier.uri http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1578
dc.description.abstract O presente estudo teve como objectivo valorar financeiramente as espécies arbóreas comerciais e sequestro de carbono na Floresta Comunitária de Mudzo, localizada nos distritos de Maganja da Costa e Mocubela, província da Zambézia, integrando os benefícios de uso directo (exploração de espécies arbóreas comerciais) e de uso indirecto (sequestro de carbono). Para tal, foi conduzido um inventário florestal utilizando amostragem estratificada aleatória por aglomerados com uma intensidade amostral de 0,1 %, cobrindo 152 parcelas de 100 × 20 m, em que se mediram todas as árvores com DAP ≥ 20 cm. A regeneração foi avaliada em subparcelas de 20 × 20 m. A análise da estrutura horizontal recorreu a parâmetros fitossociológicos (abundância, dominância, frequência, IVI) e a índices de diversidade florística (Shannon-Wiener e Simpson). Os volumes total e comercial foram estimados, e o volume das espécies não comerciais foi convertido em biomassa aérea com base numa densidade média de 0,71 t/m3 e num factor de expansão de 1,74. A biomassa obtida foi posteriormente transformada em carbono, utilizando um coeficiente de conversão de 0,50. A valoração financeira foi realizada pelo Método do Valor Actual Líquido (VAL), considerando um horizonte temporal de 20 anos e uma taxa de desconto de 12 %, complementada por uma análise de sensibilidade a diferentes cenários de preços da madeira. Os resultados revelam que a floresta produtiva (37.895,12 ha) é dominada por vegetação de Miombo (76,8 %), com uma diversidade moderada (H’ = 3,53; J’ = 0,77). As espécies Brachystegia spiciformis, B. boehmii e Julbernardia globiflora concentram mais de 85 % do volume explorável, compondo o núcleo das 13 espécies comerciais identificadas. O Corte Anual Admissível foi calculado em 10.691,6 m3/ano. A biomassa aérea das espécies não comerciais totalizou 560.882,78 t, equivalentes a 280.441,39 t de carbono. Considerando o preço médio do mercado voluntário (14,60 USD/tCO2), o valor estimado do carbono sequestrado ascende a 4,10 milhões de USD. O Valor Actual Líquido (VAL) da exploração madeireira foi de 19,40 milhões de USD, e, somado ao valor do carbono, o activo florestal totaliza 23,49 milhões de USD. Todos os cenários testados mantiveram o VAL positivo, embora se tenha verificado uma sensibilidade significativa ao preço da madeira e à taxa de desconto. Estes dados evidenciam o potencial económico e ecológico da floresta, justificando a adopção de quotas por espécie, programas de enriquecimento silvícola e instrumentos de Pagamento por Serviços Ambientais como estratégias para garantir uma gestão comunitária sustentável e financeiramente viável en_US
dc.language.iso por en_US
dc.publisher Universidade Eduardo Mondlane en_US
dc.rights openAcess en_US
dc.subject Floresta comunitária en_US
dc.subject Valoração financeira en_US
dc.subject Fluxo de caixa descontado en_US
dc.subject Sequestro de carbono en_US
dc.subject Corte anual admissível en_US
dc.subject Biodiversidade en_US
dc.subject Mudzo en_US
dc.subject Community forest en_US
dc.subject Financial valuation en_US
dc.subject Net present value en_US
dc.subject Carbon sequestration en_US
dc.title Valoração financeira de espécies arbóreas comerciais e sequestro de carbono na Floresta Comunitária de Mudzo, província da Zambézia en_US
dc.type thesis en_US
dc.description.embargo 2026-03-03
dc.description.resumo The main objective of this study was to carry out the financial valuation of commercial tree species and carbon sequestration in the Mudzo Community Forest, located in the districts of Maganja da Costa and Mocubela, Zambézia province, by integrating the benefits of direct use (commercial timber species exploitation) and indirect use (carbon sequestration). A stratified random forest inventory was conducted with a sampling intensity of 0.1%, covering 152 plots of 100 × 20 meters each, where all trees with a diameter at breast height (DBH) ≥ 20 cm were measured. Regeneration was assessed in subplots of 20 × 20 m. The analysis of horizontal forest structure was based on phytosociological parameters (abundance, dominance, frequency, IVI) and floristic diversity indices (Shannon-Wiener and Simpson). The total and commercial volumes were estimated, and the volume of non-commercial species was converted into aboveground biomass based on an average wood density of 0.71 t/m3 and a biomass expansion factor of 1.74. The resulting biomass was subsequently transformed into carbon using a conversion coefficient of 0.50. The financial valuation was carried out using the Net Present Value (NPV) method, considering a 20-year horizon and a 12% discount rate, complemented by a sensitivity analysis under different wood price scenarios. The results show that the productive forest area (37.895,12 ha) is dominated by Miombo vegetation (76.8%), with moderate diversity (H’ = 3,53; J’ = 0,77). The species Brachystegia spiciformis, B. boehmii, and Julbernardia globiflora account for over 85% of the exploitable volume, forming the core of the thirteen identified commercial species. The Annual Allowable Cut was estimated at 10.691,6 m3/year. The aboveground biomass of non-commercial species totalled 560.882,78 tonnes, corresponding to 280.441,39 tonnes of carbon. At the average voluntary market price (USD 14,60/tCO2), the estimated value of sequestered carbon amounts to USD 4,10 million. The Net Present Value (NPV) of timber exploitation was USD 19,40 million, rising to USD 23,49 million when the carbon value is included. All scenarios tested maintained a positive NPV, although the results were significantly sensitive to wood prices and the discount rate. These findings highlight the economic and ecological potential of the forest, justifying the implementation of species-specific quotas, silvicultural enrichment programmes, and Payment for Ecosystem Services mechanisms as strategies to ensure sustainable and financially viable community forest management en_US


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