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http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1626Full metadata record
| DC Field | Value | Language |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | Guambe, Augusto Joaquim | - |
| dc.contributor.author | Palé, Stela Eunicia Cumaio | - |
| dc.date.accessioned | 2026-05-18T13:08:24Z | - |
| dc.date.available | 2026-05-18T13:08:24Z | - |
| dc.date.issued | 2026-01 | - |
| dc.identifier.uri | http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1626 | - |
| dc.description.abstract | A presente dissertação analisa a influência da pobreza menstrual no desempenho escolar das raparigas da Escola Secundária de Tenga, num contexto marcado por vulnerabilidade socioeconómica, limitações infraestruturais e persistência de tabus culturais associados à menstruação. O estudo adopta uma abordagem metodológica mista, combinando técnicas quantitativas e qualitativas, envolvendo a aplicação de questionários a 50 raparigas e entrevistas semi-estruturadas a 10 professores da referida instituição. Os resultados do estudo evidenciam que a pobreza menstrual afecta significativamente o desempenho escolar das raparigas, manifestando-se através do absentismo recorrente durante o período menstrual, dificuldades de concentração em sala de aula, redução da participação nas actividades escolares e perda de avaliações importantes. Constatou-se que a falta de acesso regular a produtos de higiene menstrual, associada à inadequação das infraestruturas sanitárias escolares, caracterizadas pela falta de privacidade, água e condições mínimas de higiene, contribui para sentimentos de vergonha, ansiedade e insegurança, comprometendo o bem-estar emocional das alunas. Adicionalmente, os dados revelam que normas culturais patriarcais reforçam a invisibilização das necessidades específicas das raparigas, funcionando como mecanismos de exclusão simbólica no espaço escolar. A análise à luz da Teoria Crítica e da Teoria Feminista demonstra que a pobreza menstrual não constitui apenas uma carência material, mas um fenómeno estrutural resultante de desigualdades de género que se reproduzem no sistema educativo. Conclui-se que a pobreza menstrual representa uma barreira significativa à equidade de género e ao direito à educação, afectando negativamente o rendimento escolar das raparigas. O estudo recomenda a implementação de políticas escolares e públicas que assegurem o acesso gratuito a produtos menstruais, a melhoria das infraestruturas sanitárias e a integração da educação menstrual no currículo escolar, como estratégias fundamentais para a promoção de ambientes educativos inclusivos e equitativos. | en_US |
| dc.language.iso | por | en_US |
| dc.publisher | Universidade Eduardo Mondlane | en_US |
| dc.rights | openAcess | en_US |
| dc.subject | Pobreza menstrual | en_US |
| dc.subject | Desempenho escolar | en_US |
| dc.subject | Género | en_US |
| dc.subject | Educação | en_US |
| dc.subject | Raparigas | en_US |
| dc.title | Análise da influência da pobreza menstrual no desempenho escolar da rapariga na Escola Secundária de Tenga na província de Maputo | en_US |
| dc.type | thesis | en_US |
| dc.description.resumo | This dissertation analyses the influence of menstrual poverty on the academic performance of girls at Tenga Secondary School, within a context characterised by socioeconomic vulnerability, inadequate school infrastructure, and persistent cultural taboos surrounding menstruation. The study adopts a mixed-methods approach, combining quantitative and qualitative techniques, including questionnaires administered to 50 female students and semi- structured interviews with 10 teachers. The findings reveal that menstrual poverty significantly affects girls’ academic performance through recurrent absenteeism during menstruation, reduced concentration in class, limited participation in school activities, and missed assessments. The lack of regular access to menstrual hygiene products, coupled with inadequate sanitary facilities, marked by insufficient privacy, water, and hygiene conditions, contributes to feelings of shame, anxiety, and insecurity, negatively impacting students’ emotional well-being. Furthermore, the results indicate that patriarchal cultural norms and the institutional silence surrounding menstruation reinforce the invisibility of girls’ specific needs, operating as forms of symbolic exclusion within the school environment. The analysis, grounded in Critical Theory and Feminist Theory, demonstrates that menstrual poverty is not merely a material deprivation, but a structural phenomenon rooted in gender inequalities reproduced within the education system. The study concludes that menstrual poverty constitutes a significant barrier to gender equity and the right to education, adversely affecting girls’ academic performance. It recommends the implementation of school-based and public policies that ensure free access to menstrual products, improvement of school sanitation infrastructure, and the integration of menstrual education into the school curriculum as essential strategies to promote inclusive and equitable learning environments. | en_US |
| Appears in Collections: | DOGE - FACED - Dissertações de Mestrado | |
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