| dc.contributor.advisor | Baltazar, Cynthia Semá | |
| dc.contributor.author | Maibaze, Gonçalves | |
| dc.date.accessioned | 2026-03-03T12:00:44Z | |
| dc.date.issued | 2025-06-20 | |
| dc.identifier.uri | http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1575 | |
| dc.description.abstract | A epidemia do HIV em Moçambique afecta desproporcionalmente as populações-chave, incluindo as Mulheres Trabalhadoras do Sexo (MTS). A introdução da Profilaxia Pré- Exposição (PrEP) como estratégia biomédica de prevenção do HIV representa um avanço relevante, mas sua eficácia depende directamente da adesão contínua mediada por factores sociais, estruturais e relacionais em que as utentes vivem. Este estudo qualitativo tem como objectivo explorar os factores que facilitam ou dificultam a continuidade da PrEP entre MTS nas cidades de Inhambane e Maxixe, com o objectivo de gerar evidências para políticas e práticas mais inclusivas. A investigação decorreu entre Março e Abril de 2025, através de entrevistas semiestruturadas com 18 MTS (10 em uso activo e 8 que descontinuaram) e 7 profissionais de saúde, educadoras de pares, técnicos de medicina geral e enfermeiras da saúde materno-infantil. A amostragem foi intencional e em cadeia (bola de neve). Os dados foram analisados tematicamente usando o software NVivo, adoptando uma abordagem mista (dedutiva e indutiva), com codificação cruzada para assegurar validade analítica. Os resultados revelaram que a adesão sustentada está fortemente relacionada à percepção de risco, confiança nos profissionais de saúde e ao suporte contínuo das educadoras de pares. Estratégias simples, como lembretes e explicações claras, fortaleceram a motivação e as habilidades comportamentais para manter a medicação. Contudo, persistem barreiras significativas: estigma associado à PrEP (especialmente por confusão com o medicamento antirretroviral usado para o tratamento de HIV), efeitos colaterais não esclarecidos, horários incompatíveis, mobilidade laboral e falta de seguimento activo. A discussão evidencia que a adesão à PrEP vai além da motivação individual, dependendo da interacção entre informação, motivação e suporte institucional, conforme o Modelo Informação-Motivação-Comportamento (IMB). O estudo destaca que a continuidade da PrEP é viável quando apoiada por serviços de saúde empáticos, práticas de acolhimento e acompanhamento activo. Recomendações incluem a reformulação da embalagem da PrEP, horários flexíveis, reforço das educadoras de pares e integração com outros serviços de saúde sexual e reprodutiva. Conclui-se que o sucesso da PrEP entre MTS em Inhambane exige um compromisso institucional que reconheça as especificidades desta população, investindo em práticas de cuidado inclusivas, estratégias comunitárias e políticas de saúde pública ajustadas à realidade social e laboral das MTS. O estudo evidencia que a continuidade do uso da PrEP está menos relacionada a uma motivação individual estática e mais condicionada à responsividade dos serviços — ou seja, à capacidade do sistema de saúde de acolher de forma sensível as experiências das utentes, adaptar suas abordagens às realidades vividas pelas mulheres trabalhadoras do sexo, e garantir um seguimento próximo, flexível e humanizado ao longo do tempo | en_US |
| dc.language.iso | por | en_US |
| dc.publisher | Universidade Eduardo Mondlane | en_US |
| dc.rights | openAcess | en_US |
| dc.subject | HIV | en_US |
| dc.subject | prevenção combinada | en_US |
| dc.subject | Profilaxia pré-exposição | en_US |
| dc.subject | Populações- chave | en_US |
| dc.subject | Determinantes sociais da saúde | en_US |
| dc.subject | Moçambique | en_US |
| dc.subject | África Subsariana | en_US |
| dc.subject | HIV prevention | en_US |
| dc.subject | Pre - exposure prophylaxis | en_US |
| dc.subject | Key populations | en_US |
| dc.subject | Health systems | en_US |
| dc.title | Barreiras e facilitadores na adesão à Profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV entre as mulheres trabalhadoras de sexo nas cidades de Maxixe e Inhambane, província de Inhambane, 2024 | en_US |
| dc.type | thesis | en_US |
| dc.description.embargo | 2026-03-03 | |
| dc.description.resumo | The HIV epidemic in Mozambique continues to disproportionately affect key populations, including Female Sex Workers (FSWs). The introduction of Pre-Exposure Prophylaxis (PrEP) as a biomedical HIV prevention strategy represents significant progress; however, its effectiveness depends directly on continuos adherence shaped by social, institutional, and relational factors. This qualitative study aimed to explore the factors that facilitate or hinder the continuity of PrEP among FSWs in the cities of Inhambane and Maxixe, in order to generate evidence to inform more inclusive and effective policies and practices. The research was conducted between March and April 2025 through semi-structured interviews with 18 FSWs (10 active users and 8 who had discontinued PrEP) and 7 healthcare providers, including peer educators, general medical technicians, and maternal- child health nurses. Sampling was purposive and chain-referral (snowball). Data were thematically analyzed using NVivo software, adopting a mixed approach (deductive and inductive), with cross-coding to ensure analytical validity. The results revealed that sustained adherence is strongly linked to risk perception, trust in healthcare professionals, and ongoing support from peer educators. Simple strategies such as reminders and clear explanations reinforced motivation and behavioral skills to maintain PrEP. However, significant barriers persist, including stigma associated with PrEP (especially confusion with ART for HIV), unaddressed side effects, incompatible clinic hours, high mobility, and lack of active follow-up. The discussion highlights that adherence to PrEP goes beyond individual motivation, depending on the interaction between information, motivation, and institutional support, as outlined in the Information-Motivation-Behavioral Skills (IMB) model. The study underscores that PrEP continuity is achievable when supported by empathetic health services, welcoming practices, and active follow-up. Recommendations include redesigning PrEP packaging, implementing flexible clinic hours, strengthening the role of peer educators, and integrating PrEP with other sexual and reproductive health services. In conclusion, the success of PrEP among FSWs in Mozambique requires an institutional commitment that recognizes the specificities of this population, investing in inclusive care practices, community-based strategies, and public health policies tailored to the social and occupational realities of FSWs. The study highlights that the continued use of PrEP is influenced less by individual motivation and more by the health system’s ability to listen to, adapt to, and adequately respond to the specific needs and lived realities of women, including tailored counseling, consistent follow-up, and non-judgmental, gender-affirming care. | en_US |