Abstract:
A segurança alimentar constitui um dos direitos básicos da humanidade e pressupõe, de acordo
com a FAO, o acesso a alimentos seguros e de qualidade e em quantidade suficientes e de
forma permanente, sem comprometer o acesso a outras necessidades e com base em boas
práticas alimentares saudáveis. Com o objectivo de analisar a percepção da Segurança
Alimentar bem como, os factores que determinam a prevalência de insegurança alimentar dos
agregados familiares na Cidade da Maxixe e tomando a Escala Brasileira de Insegurança
Alimentar (EBIA), foi realizado um inquérito por amostragem a 420 AF de diferentes bairros
da cidade. Dos AF seleccionados, 57% são chefiados por homens e tem em média 4.1 membros.
68.3% possuem membros menores de 18 anos. Apenas 34,1% dos AF vivem em segurança
alimentar e entre os que experimentam a insegurança alimentar, 25,7% referem
comprometimento qualitativo da sua dieta alimentar por limitações da renda (IAL) e outros
40,2% tem restrições quantitativas de alimentos, tanto em AF com menores quanto nos sem
menores de 18 anos. Para mostrar a situação de iniquidades sociais entre os AF, foram
relacionados alguns indicadores sociais e ou condições de vida com o estado de SAN/InSAN,
mostrando assim as variáveis que mais se associam a InSAN. Os chefes de AF com maiores
rendimentos mensais e com maiores níveis de escolarização concluídos estão em melhores
condições de SAN, assim como os que possuem menor número de membros. Já o sexo do chefe
e a idade, não se mostraram associados à situação de InSAN