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Caracterização clínica e socio-demográfica dos recém-nascidos com asfixia perinatal internados no Hospital Central da Beira, no período de Junho à Novembro de 2024

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dc.contributor.advisor Fernandes, Natércia
dc.contributor.advisor Calgaro, Serena
dc.contributor.author Simão, Sara Salomão Razão
dc.date.accessioned 2025-11-21T11:05:34Z
dc.date.issued 2025-09
dc.identifier.uri http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1541
dc.description.abstract A asfixia perinatal continua sendo uma das principais causas de morbimortalidade neonatal em países de baixa e média renda, contribuindo significativamente para desfechos neurológicos adversos e mortalidade precoce. Este estudo teve como objetivo descrever as características clínicas e sociodemográficas dos recém-nascidos com diferentes graus de asfixia perinatal internados nos serviços de neonatologia do Hospital Central da Beira (Moçambique), no período de Junho á Novembro de 2024. Tratou-se de um estudo prospectivo, observacional, analítico, com abordagem quantitativa de base hospitalar, que incluiu 192 recém-nascidos a termo diagnosticados com asfixia perinatal, selecionados por amostragem não probabilística por conveniência. Foram comparadas variáveis maternas, perinatais e neonatais entre os grupos com asfixia leve/moderada e grave. A maioria dos casos (75%) apresentou asfixia perinatal grave. Complicações no trabalho de parto foram mais frequentes nos casos leves/moderados (25% vs. 7,6%; p=0,005), o parto vaginal espontâneo/assistido foi mais comum entre os casos graves (72,2% vs. 54,2%; p=0,03). Os recém-nascidos com asfixia perinatal grave apresentaram escores de Apgar significativamente mais baixos, maior necessidade de ventilação com pressão positiva (82,3% vs. 35,6%) e compressões torácicas (17,6% vs. 2,1%), além de maior frequência de apneia (51,4%), convulsões (50%) e síndrome de aspiração de mecônio (20,8%). Houve também maior utilização de antibióticos, anticonvulsivantes, fluidos endovenosos e inotrópicos, e taxa de mortalidade significativamente mais elevada (45,1% vs. 0%). Os achados reforçam a associação entre a gravidade da asfixia e piores desfechos clínicos neonatais, destacando a importância de intervenções oportunas e qualificadas no intraparto e no período neonatal imediato en_US
dc.language.iso por en_US
dc.publisher Universidade Eduardo Mondlane en_US
dc.rights openAcess en_US
dc.subject Asfixia perinatal en_US
dc.subject Pontuação de apgar en_US
dc.subject Morbilidade neonatal en_US
dc.subject Internamento neonatal en_US
dc.subject Hospital Central da Beira en_US
dc.subject Perinatal asphyxia en_US
dc.subject Apgar score en_US
dc.subject Neonatal morbidity en_US
dc.subject Neonatal admission en_US
dc.title Caracterização clínica e socio-demográfica dos recém-nascidos com asfixia perinatal internados no Hospital Central da Beira, no período de Junho à Novembro de 2024 en_US
dc.type thesis en_US
dc.description.embargo 2025-11-17
dc.description.resumo Perinatal asphyxia remains a leading cause of neonatal morbidity and mortality in low- and middle-income countries, significantly contributing to adverse neurological outcomes and early mortality. This study aimed to describe the clinical and sociodemographic characteristics of newborns with varying degrees of perinatal asphyxia admitted to the neonatal services at Beira Central Hospital (Mozambique) between June and November 2024. A prospective, observational and analytical hospital-based study with a quantitative approach, including 192 term newborns diagnosed with perinatal asphyxia, selected through non-probabilistic convenience sampling. Maternal, perinatal, and neonatal variables were compared between mild/moderate and severe asphyxia groups. Most cases (75%) presented with severe perinatal asphyxia. Labor complications were more frequent in the mild/moderate group (25% vs. 7.6%; p=0.005), while spontaneous or assisted vaginal delivery was more common in the severe group (72.2% vs. 54.2%; p=0.03). Newborns with severe perinatal asphyxia had significantly lower Apgar scores, higher need for positive- pressure ventilation (82.3% vs. 35.6%) and chest compressions (17.6% vs. 2.1%), as well as greater frequency of apnea (51.4%), seizures (50%), and meconium aspiration syndrome (20.8%). They also had increased use of antibiotics, anticonvulsants, intravenous fluids, and inotropes, with a significantly higher mortality rate (45.1% vs. 0%). These findings reinforce the association between asphyxia severity and worse neonatal clinical outcomes, highlighting the importance of timely and skilled intrapartum and immediate neonatal interventions en_US


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