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Perfíl epidemiológico e social de mulheres com fístula obstétrica atendidas em 5 US das províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Sofala e Inhambane- Moçambique, entre 2015 a 2017

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dc.contributor.advisor Augusto, Gerito
dc.contributor.advisor Bomba, António
dc.contributor.author Melo, Armando Jorge de
dc.date.accessioned 2025-10-21T08:52:38Z
dc.date.issued 2025-05-03
dc.identifier.uri http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1526
dc.description.abstract A fístula obstétrica (FO) é uma complicação grave do parto obstruído e prolongado, prevalente em países subdesenvolvidos como Moçambique, onde o acesso a cuidados obstétricos de emergência é limitado. Com uma alta taxa de mortalidade materna, Moçambique carece de informações epidemiológicas sobre a fístula. Este estudo tem como objectivo avaliar o perfil social e epidemiológico das mulheres atendidas com FO entre 2015-2017 em cinco Unidades Sanitarias (US) das Províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Sofala e Inhambane. É um estudo transversal analítico que se baseou na análise de processos clínicos das pacientes com FO, onde se fez uma estatística descritiva e teste de qui-quadrado para se verificar a associação entre as variáveis sociodemográficas e a fístula obstétrica. O estudo analisou 542 mulheres, das quais 91,3% foram diagnosticadas com FO. A idade mediana foi de 26 anos, sendo 40% casadas e 81,5% viviam em zonas rurais. Quase metade das participantes (47,4%) não tinha qualquer nível de escolaridade, e 73,9% tiveram o último parto numa unidade sanitária. As variáveis que tiveram associação estatisticamente significativa para a ocorrência de FO foram a idade, zona de residência, o nível de escolaridade, assistência no parto e a ruptura uterina. O estudo revelou uma alta uma ocorrência de FO predominantemente em mulheres jovens, provenientes de áreas rurais, sem escolaridade e primigestas. A chegada tardia às unidades sanitárias e a falta de acompanhamento pós-parto adequado contribuíram para a ocorrência de FO, apesar da assistência por profissionais de saúde durante o parto en_US
dc.language.iso por en_US
dc.publisher Universidade Eduardo Mondlane en_US
dc.rights openAcess en_US
dc.subject Fístula obstétrica en_US
dc.subject Moçambique en_US
dc.subject Parto obstruído e prolongado en_US
dc.subject Países em desenvolvimento en_US
dc.subject Mortalidade materna en_US
dc.title Perfíl epidemiológico e social de mulheres com fístula obstétrica atendidas em 5 US das províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Sofala e Inhambane- Moçambique, entre 2015 a 2017 en_US
dc.type thesis en_US
dc.description.embargo 2025-10-17
dc.description.resumo Obstetric fistula (OF) is a severe complication of obstructed and prolonged labor, prevalent in underdeveloped countries such as Mozambique, where access to emergency obstetric care is limited. With a high maternal mortality rate, Mozambique lacks epidemiological information on fistula. This study aims to assess the social and epidemiological profile of women treated for OF between 2015–2017 in five health facilities (HF) in the provinces of Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Sofala, and Inhambane. It is an analytical cross-sectional study based on the analysis of medical records of patients with OF, using descriptive statistics and chi-square tests to verify associations between sociodemographic variables and obstetric fistula. The study analyzed 542 women, of whom 91.3% were diagnosed with OF. The median age was 26 years, with 40% married and 81.5% living in rural areas. Nearly half of the participants (47.4%) had no formal education, and 73.9% had their last delivery in a health facility. Variables that showed a statistically significant association with the occurrence of OF included age, place of residence, educational level, delivery assistance, and uterine rupture. The study revealed a relative high occurrence of OF predominantly among young women from rural areas, with no education and primiparous. Late arrival at health facilities and lack of adequate postpartum follow-up contributed to the occurrence of OF, despite delivery assistance by health professionals en_US


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