Abstract:
O conhecimento e as atitudes dos PS influenciam suas práticas e risco para infecções
no contexto intra-hospitalar, havendo por isso, a necessidade de trazer pesquisas focalizadas à
questão da prevenção e controle das infecções hospitalares. O objectivo principal deste estudo
cinge-se na avaliação do conhecimento, atitude e a práticas dos PS em relação à prevenção e
controlo de infecções intra-hospitalares dos profissionais de saúde afectos ao Departamento de
Medicina do HCM.
Métodos: foi realizado um estudo quantitativo do tipo descritivo transversal. Os dados foram
colhidos no período de Abril à Outubro de 2022, no Departamento de Medicina do Hospital Central
de Maputo, com base no questionário concebido na revisão da literatura, cujas perguntas são
referentes às variáveis relacionadas ao conhecimento, atitudes e práticas relactivas à prevenção e
controlo de infecções. Os dados foram analisados com auxílio da planilha electrónica do pacote
Excel 2013 e, posteriormente, no programa estatístico SPSS versão 22 através da estatística
descritiva.
Resultados: em relação ao conhecimento, os dados mostram que 78.1% (203/260) dos PS tem
capacitação sobre o uso do EPIs, enquanto, cerca de 33.1% (86/260) responderam que os EPIs são
insuficientes. Quanto à prática, os dados mostram que cerca de 41.2% (107/260) PS, não observam
o manual de prevenção e controlo de infecções no seu local de trabalho durante a realização dos
procedimentos, por outro lado, nota-se que cerca de 66.5% (173/260), também não observam as
normas de utilização dos EPIs. Nesta vertente, a atitude dos dados mostra que 95% (247/260) PS,
foram expostos aos riscos ocupacionais, havendo se desse modo, se reportado a exposição ou
ferimento através do material perfuro cortante em cerca de 16.5% (87/260) PS. A atitude dos PS
sobre o risco de contrair infecções pela não aplicação correcta das normas de PCI foi muito
favorável com cerca de 97.3% (253/260), em contrapartida, a prática sobre a frequência do uso do
EPI completo durante os procedimentos foi menos favorável cuja resposta foi “às vezes” com cerca
de 33.5% (74/260).
Conclusões: apesar da maioria dos PS possuír um conhecimento favorável sobre o uso de EPI, a
prática mostra que poucos PS usam o EPI, durante as suas actividades. O Departamento de
Medicina deve garantir formações contínuas nos serviços, fornecer os EPI ́s completos e outros
materiais utilizados para a prevenção de infecções