| dc.description.abstract |
A Estratégia Nacional de Electrificação, aprovada pelo Governo de Moçambique em 2018,
estabelece que, no âmbito do programa visando o alcance do universal à electricidade, em 2030,
13% da população terá energia eléctrica através de Mini-redes, sendo que, até Dezembro de
2023, menos de 1% da população tinha acesso à energia eléctrica fornecida por estas infra-
estruturas.
Para a expansão de Mini-redes, de entre outros aspectos, deve-se massificar a participação do
Sector Privado, tendo em conta que a sua tarifa de viabilidade varia entre 4 e 13 vezes em
relação à tarifa dos consumidores da Rede Eléctrica. No entanto, a participação do Sector
Privado, está condicionada à aplicação da tarifa de viabilidade e, considerando que os
consumidores das Mini-redes, têm baixa capacidade financeira, a aderência será muito baixa,
inviabilizando a sua massificação.
O presente trabalho confirma que a tarifa de viabilidade das Mini-redes, em Moçambique, está
muito acima da dos consumidores da Rede Eléctrica, e identifica uma forma sustentável dos
seus Operadores, que consiste na prática da tarifa da Rede Eléctrica, de modo que não operem
com prejuízos, devendo beneficiar-se de um subsídio.
Assim, atentas as limitações de ordem financeiras do Governo, no financiamento do subsídio
às Mini-redes, o presente trabalho, apresenta uma metodologia para o seu apuramento, fonte do
financiamento, através do subsídio cruzado entre os consumidores da Rede Eléctrica e das Mini-
Redes, bem como os mecanismos de operacionalização do financiamento desse subsídio, desta
forma, assegurando a atracção de investimentos em Mini-Redes em Moçambique |
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| dc.description.resumo |
The National Electrification Strategy approved by the Government of Mozambique in 2018
establishes that, to achieve universal access of electricity by 2030, 13% of the population will
have electricity through Mini-grids, whereas by December 2023, less than 1% of the population
had access to electricity supplied by Mini-grids. For the expansion of Mini-grids, among others,
the participation of the private sector must be massified, bearing in mind that the feasibility
tariff for Mini-grids varies between 4 and 13 times compared to the tariff of the main grid
consumers. However, private sector participation is conditional on the application of the
viability tariff and, considering that Mini-grid consumers have low financial capacity, take-up
will be very low, making the massification of Mini-grids unfeasible. This study confirms that
the viability tariff for Mini-grids in Mozambique is much higher than the main grid tariff and
identifies a sustainable way for Mini-grid operators to practise the main grid tariff. For these
operators not to operate at a loss, they must benefit from a subsidy. Considering the
government's financial limitations in funding the subsidy for Mini-grids, this document presents
the methodology for calculating the subsidy for Mini-grid Operators, the source of funding
through cross-subsidies between the main grid and Mini-grids consumers, as well as the
mechanisms for operationalising the funding of the cross-subsidy, thus ensuring the attraction
of investment in Mini-grids in Mozambique |
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