Abstract:
Este estudo tem por objectivo analisar a produção científica de Moçambique publicada
na Scopus no período 1993-2019. Foram recuperadas 3661 publicações de Moçambique e feita
análise cientométrica por instituição, área científica e autores. Para avaliar a produtividade de
revistas e de autores foram usadas, respectivamente, a lei de Bradford e a lei de Lotka. A elite
de autores foi determinada pela lei de Price, mas ajustada pelo critério de selecção de autores
sugerido pelo presente estudo. A visibidade científica das publicações foi analisada pelo
número de citações recebidas. A colaboração científica interna e internacional de Moçambique
foi analisada e visualizada pelos softwares UCINET 6.774 e VOSviewer 1.6.20. Os resultados
mostram que as instituições mais produtivas foram a UEM com 47%, Centro de Iinvestigação
em Saúde de Manhiça com 17% e Instituto Nacional de Saúde com 12%, Plos One foi a revista
mais produtiva; entre 50% a 88% de membros das elites com vínculos contratuais com
instituições de pesquisa de Moçambique ocuparam posição intermédia (periférica) nas listas de
co-autoria, isto é, não foram autores principais nem cientistas mais renomados de projectos de
pesquisa; contribuíram para a elevação da visibilidade científica de Moçambique, com 90% de
citações recebidas, a UEM com 43%, Centro de Investigação em Saúde de Manhiça com 29%
e Instituto Nacional de Saúde com 18%; houve fraca colaboração científica interna (12.63%)
nas instituições de pesquisa; por ordem cronológica, a Suécia, Espanha, Portugal, África do Sul,
EUA e Brasil foram os países com os quais Moçambique colaborou com maior intensidade