| dc.description.abstract |
Introduction: Access to HIV care and treatment are key to ending this disease as a public
health threat.. There are still challenges in terms of patient losses, the average retention of
pregnant women was 94% for 3 months in 2022. This study aimed to assess the factors
associated with retention of women in HIV care and treatment before and after delivery.
Methodology: A cross-sectional study was conducted using secondary data from pregnant
women and mothers from 2017 to 2020 in the Manhiça and Matola Districts, Maputo Province
in Mozambique using the MozART (Mozambique Antiretroviral Therapy) database.
Independent variables of pregnant women and mothers were selected, such as age, marital
status, level of education, profession, pregnancy, number of children, number of cohabitants,
tobacco, drugs, alcohol, freezer, electricity, PMTCT and clinical history. The retention variable
was categorized as retained and not retained and was considered the dependent variable.A
univariate logistic regression analysis was conducted to estimate the odds ratios (OR) of the
independent variables on retention at 3 and 6 months before and after delivery.
Results: Of the 1,404 women, the median age was 25, with a minimum of 15 and a maximum
of 47. Of the women, 80.3% (1,127/1,404) were between 20 and 34 years old, 68.5%
(962/1,404) were domestic workers, 46.8% had between 0 and 2 children and ulcer was the
most common STD with 13.2% (185/1,404). At 6 months before delivery, the districts of
Matola and Manhiça had retention rates of 83% and 79% and at 6 months after delivery 50%
and 61%.Factors such as having two to three cohabitants in the household were associated with
non-retention at 6 months before delivery [AOR: 0.63; 95% CI (0.40-1.00), p= 0.050] versus
having no cohabitants. Having no children [AOR: 5.46; 95% CI (1.32-17.59), p= 0.019],
having 0-2 children [AOR: 44.41; 95% CI (1.25-15.47), p= 0.020] and 3-4 children [AOR:
4.45; 95% CI (1.30-10.82), p= 0.018] were associated with retention at three months before
childbirth versus having more than 5 children. Not having energy in women's homes [AOR:
0.58; 95% CI (0.35-0.95), p= 0.031] was associated with non-retention at three months before
childbirth versus having energy. Not being on PMTCT was associated with non-retention at 3
months before delivery [AOR: 0.60; 95% CI (0.46 -0.88), p< 0.001] versus being on PMTCT.
Characteristics such as living in Matola District were associated with non-retention at 3 months
after delivery [AOR: 0.67; 95% CI (0.45-0.99), p= 0.048] and at 6 months after delivery [AOR:
0.69; 95% CI (0.50-0.98), p= 0.040] versus living in Manhiça District.
Conclusion: In Matola District there was a decline in retention rates from 83% to 50% and in
Manhiça District from 76% to 61% compared to retention before delivery, which confirmed
that women were more likely to adhere to HIV care and treatment during pregnancy than
postpartum. The chance of a woman being retained increased in childles women.Interventions
for HIV-infected pregnant women and mothers can generally include retention education using
lectures, motivational text messages more widely in communities and systematic tracking of
women who abandon to HIV care and treatment. |
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| dc.description.resumo |
Introdução: O acesso aos cuidados e tratamentos do HIVsão fundamentais para acabar com
esta doença como ameaça à saúde pública. Existem ainda desafios em termos de perdas de
pacientes e em Moçambique, a média da taxa de retenção para 3 meses entre mulheres grávidas
foi de 94% em 2022. Este estudo teve como objectivos de avaliar os factores associados a
retenção de mulheres em cuidados e tratamentos do HIV antes e depois do parto.
Metodologia: Trata-se de um estudo transversal usando dados secundários de mulheres
grávidas e mães em TARV de 2017 à 2020 nos distritos de Manhiça e Matola, com recurso a
base de dados denominada MozART (Mozambique Antiretroviral Theraphy). Foram
seleccionadas variáveis independentes de mulheres grávidas e mães como idade, estado civil,
nível de escolaridade, profissão, gravidez, número de filhos, número de conviventes, tabaco,
droga, álcool, geleira, electricidade, PTV e antecedentes clínicos. A variável dependente
“retenção” foi categorizada em sim e não. Os dados foram limpos e codificados numa planilha
Excel versão 2016 e posteriormente exportados para o pacote estatístico Stata 16.0 (Stata
Corps, Software STATA 16). Foi conduzida uma análise de regressão logística multivariada
para estimar o odds ratios (OR) das variáveis independentes sobre a retenção aos 3 e 6 meses
antes e depois do parto.
Resultados: Da informação existente das 1.404 mulheres analisadas, a mediana das idades foi
de 25 (mínimo 15- máximo 47). Destas mulheres, 80,3% (1.127/1.404) apresentavam 20 à 34
anos de idade, 68,5% (962/1.404) eram domésticas e 46,8% tinham entre 0 à 2 filhos. Aos 6
meses antes do parto os distritos de Matola e Manhiça apresentaram taxas de retenção de 82,6%
e 79,0 % e aos 6 meses depois do parto de 50,3% e 61,1%, respectivamente. Factores como
apresentar dois a três conviventes em suas residências foi associado a não retenção aos 6 meses
antes do parto [AOR: 0,63; IC 95% (0,40-1,00), p= 0,050] versus ter mais do que quatro
conviventes. Não ter filhos [AOR: 5,46; IC 95% (1,32-17,59), p= 0,019], ter 0-2 filhos [AOR:
44,41; IC 95% (1,25-15,47), p= 0,020] e 3-4 filhos [AOR: 4,45; IC 95% (1,30-10,82), p= 0,018]
foram associados a retenção aos três meses antes do parto versus ter mais do que 5 filhos. Não
ter energia nas residências das mulheres [AOR: 0,58; IC 95% (0,35-0,95), p= 0,031] foi
associado a não retenção aos três meses antes do parto versus ter energia. Ainda não estar em
PTV foi associado a não retenção aos 3 meses antes do parto [AOR: 0,60; IC 95% (0,46 -0,88),
p< 0,001] versus estar em PTV. Características como residir no Distrito da Matola foram
associadas a não retenção aos 3 meses depois do parto [AOR: 0,67; IC 95% (0,45-0,99), p=
0,048] e aos 6 meses depois do parto [AOR: 0,69; IC 95% (0,50-0,98), p= 0,040] versus residir
no Distrito de Manhiça.
Conclusão: No Distrito da Matola e Manhiça houve um declíneo nas taxas de retenção pós-
parto, as mulheres foram mais propensas a aderir aos cuidados e tratamentos do HIV durante a
gravidez. A chance de a mulher estar retida aumentou em mulheres sem filhos. As intervenções
para grávidas e mães infectadas pelo HIV podem incluir a educação para a retenção usando
palestras, mensagens de texto motivadoras e rastreamento sistemático das mulheres que
abandonam os cuidados e tratamentos do HIV. |
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