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dc.contributor.advisorNipassa, Orlando-
dc.contributor.authorMutombene, Ivan-
dc.date.accessioned2026-07-16T11:02:50Z-
dc.date.available2026-07-16T11:02:50Z-
dc.date.issued2026-05-
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.uem.mz/handle258/1656-
dc.description.abstractA presente dissertação busca analisar as percepções comunitárias sobre a sua participação no desenho de projectos de desenvolvimento comunitário no distrito de Mabalane. Neste trabalho, problematizamos os modelos comuns de desenho de projectos de desenvolvimento que colocam barreiras à participação comunitária efectiva, baseando-se em pressupostos globais que às vezes não encontram enquadramento nas realidades onde os projectos são implementados. Em termos metodológicos, o estudo é de tipo qualitativo e o método de procedimento foi estudo de caso. Definimos como técnicas de recolha de dados as entrevistas semi-estruturadas, discussões em grupos focais e pesquisa bibliográfica. Com recurso a teoria de desenvolvimento comunitário de Maria Luiza de Souza (2002), a análise de dados permitiu obter os seguintes resultados: (i) embora os membros da comunidade reconheçam que as decisões são tomadas pelas ONGs sem consulta, alguns expressaram não se oporem a essa dinâmica, sob o argumento de que as organizações detêm maior conhecimento técnico; (ii) constatou-se alguma percepção crítica do papel das ONGs no desenvolvimento comunitário, olhando para estas como organizações cuja finalidade consiste na justificação ascendente de fundos aos doadores, e não necessariamente a promoção genuína de desenvolvimento; (iii) a vulnerabilidade extrema vivida pelas comunidades gera um tipo de engajamento caracterizado por adesão passiva, motivada mais pela expectativa de benefícios imediatos; (iv) a posição de vulnerabilidade, apesar de real, por vezes pode ser mobilizada discursivamente pelas comunidades como forma de justificar a não participação activa. As conclusões desta dissertação, sugerem a validação da hipótese segundo a qual as comunidades de Tsocate e Kokwe percebem a sua participação no desenho de projectos de desenvolvimento comunitário como limitada e marcada por adesão passiva, influenciada pela vulnerabilidade relacionada à insegurança alimentar e por factores culturais.en_US
dc.language.isoporen_US
dc.publisherUniversidade Eduardo Mondlaneen_US
dc.rightsopenAcessen_US
dc.subjectDesenvolvimento comunitárioen_US
dc.subjectParticipação comunitáriaen_US
dc.titlePercepções comunitárias sobre a participação no desenho de projectos de desenvolvimento comunitário no distrito de Mabalaneen_US
dc.typethesisen_US
dc.description.resumoThis dissertation seeks to analyze community perceptions of participation in the design of community development projects in Mabalane District. The study problematizes the common models of project design that create barriers to effective community participation, as they are often based on global assumptions that do not always align with the local realities where projects are implemented. Methodologically, this is a qualitative study, and the procedural method adopted was the case study. The data collection techniques included semi-structured interviews, focus group discussions, and bibliographic research. Drawing on Maria Luiza de Souza’s (2002) theory of community development, the data analysis generated the following results: (i) although community members acknowledge that decisions are made by NGOs without consultation, some expressed no opposition to this dynamic, arguing that organizations possess greater technical expertise; (ii) a critical perception of the role of NGOs in community development was observed, with these organizations being viewed as entities primarily concerned with upward accountability to donors rather than with the genuine promotion of development; (iii) the extreme vulnerability experienced by communities generates a form of engagement characterized by passive adherence, driven mainly by the expectation of immediate benefits; (iv) the position of vulnerability, while real, can at times be discursively mobilized by communities as a means to justify their lack of active participation. The findings validate the hypothesis that the communities of Tsocate and Kokwe perceive their participation in the design of community development projects as limited and marked by passive adherence, influenced by vulnerability related to food insecurity and by cultural factors.en_US
Appears in Collections:DS - FLCS - Dissertações de Mestrado

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