Abstract:
O restauro de carbono azul das ervas marinhas constitui uma das formas para compensar perdas
de cobertura resultante tanto de acção antropogénica, natural ou climática, estimulando assim
a fixação de carbono e reposição dos serviços do ecossistema. O presente estudo avaliou o
sucesso de restauração da erva marinha Oceana serrulata através da análise de métricas
estruturais das plantas nas áreas de replantio e de controle. A restauração de ervas marinhas na
Ilha de Inhaca, iniciou em 2019, com a testagem dos métodos manuais,“sod” ou torrão (com
sedimento) e “rod” cofragem e “finger” dedo (ambos livre de sedimento), tendo os resultados
sido satisfatórios para o método rod (com 89% de sucesso). Durante o período de 2020 a 2021
foram instalados 200.000 módulos de Oceana serrulata como parte de um programa de
restauração abrangente. Essa iniciativa foi realizada mensalmente durante a maré baixa das
marés vivas entre os meses de Setembro de 2020 à Maio de 2021, contando com o suporte de
uma organização comunitária, a Atanhi, dedicada especificamente para este propósito de
restauro em conservação dos tapetes de ervas marinhas. A restauração de ervas marinhas
envolve a avaliação de várias métricas para determinar o sucesso e o progresso do processo.
Essas métricas incluem a percentagem de cobertura das plantas, o número de caule vertical e,
a biomassa da parte aérea e subterrânea das ervas marinhas. Durante a fase de monitoramento,
esses parâmetros estruturais foram medidos para avaliar o desempenho da restauração. Os
resultados indicam uma alta percentagem de cobertura nas áreas restauradas nos meses de
Novembro, Setembro e Abril e baixa percentagem nas parcelas dos meses de Fevereiro, Março
e Abril. Notavelmente, as parcelas restauradas em Novembro apresentaram valores de
percentagem de cobertura e densidade de shoots (caules verticais) próximos aos observados na
área de referência (área controle).