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<title>FD - Teses de Doutoramento</title>
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<title>Justiça costumeira, autoridade e pluralismo jurídico em Angola: um contributo para o contencioso administrativo costumeiro</title>
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<description>Justiça costumeira, autoridade e pluralismo jurídico em Angola: um contributo para o contencioso administrativo costumeiro
Ventura, Alberto Siku
Com a aprovação da Constituição de 2010, inaugurou-se em Angola um novo quadro&#13;
jurídico que permitiu o reerguimento do Poder Tradicional e do Direito Costumeiro, os&#13;
quais passaram a assumir papéis mais ativos na vida política, sobretudo na organização da&#13;
Administração Pública e na administração da justiça. Tal evolução decorre do disposto no&#13;
artigo 7.o da Constituição, que reconhece o valor e a força jurídica do costume que não&#13;
contrarie a Constituição nem a dignidade da pessoa humana. Esse reconhecimento abriu&#13;
caminho para um modelo de coabitação entre o Estado e o Poder Tradicional,&#13;
particularmente no domínio da administração da justiça.&#13;
Nesse contexto, os Tribunais do Estado e os Tribunais Costumeiros passaram a servir a&#13;
mesma população, no mesmo território, embora seguindo sistemas jurídicos distintos.&#13;
Trata-se de uma manifestação clara de pluralismo jurídico que preserva a identidade&#13;
histórico-cultural do país.&#13;
A questão que se coloca, entretanto, é a seguinte: pode dessa coexistência resultar uma&#13;
Justiça Costumeira cujas decisões tenham a mesma autoridade jurídica que as decisões dos&#13;
Tribunais Estatais? Esta é a problemática central desta tese, cujo objetivo principal consiste&#13;
em demonstrar a autoridade das decisões proferidas pelos Tribunais Costumeiros,&#13;
sobretudo quando confrontadas com as decisões dos órgãos da Administração do Estado.&#13;
A análise aqui desenvolvida permite compreender e fortalecer o pluralismo jurídico em&#13;
Angola, sustentando-se que as decisões dos Tribunais Costumeiros possuem natureza&#13;
jurídica tão válida quanto as dos tribunais estatais, desde que respeitados os limites&#13;
constitucionais.
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<title>A arbitragem de litigios de consumo: um contributo para sua operacionalização em Mocambique</title>
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<description>A arbitragem de litigios de consumo: um contributo para sua operacionalização em Mocambique
Abreu, Faizal Amussene de
A arbitragem de litígios de consumo é uma das realidades jurídicas com potencialidades de&#13;
petrificar a consagração do pluralismo jurídico, quando vislumbrada na perspectiva de um meio&#13;
processual alternativo. O principal marasmo ínsito no sistema de resolução de litígios de&#13;
consumo em Moçambique prende-se com a ínfima demanda nos tribunais judiciais com vista&#13;
à composição de litígios “consumeristas”. Relativamente à resolução alternativa destes litígios,&#13;
mormente a arbitragem, nada se vislumbra em Moçambique, restando, apenas, a referência às&#13;
eventuais negociações ou mediações ocorridas. O referido marasmo agudiza-se pelo facto de&#13;
todos serem consumidores num mercado em que a contrafacção levanta as suas bandeiras.&#13;
Seguindo o método dedutivo, o presente exercício consistiu, essencialmente, em trocas de&#13;
missivas com alguns tribunais judiciais em Moçambique e com outras entidades relevantes na&#13;
área de defesa do consumidor com vista a se aferir a real demanda no âmbito da resolução dos&#13;
marasmos que inquietam os consumidores. Os principais resultados atingidos não são&#13;
animadores, na medida em que foi confirmado o diminuto nível de demanda nos tribunais&#13;
judiciais (agravado pela inexistência da arbitragem), bem como a indiferença que as matérias&#13;
“consumeristas” causam aos consumidores, blindada pela inércia do Estado moçambicano em&#13;
difundir estas matérias constitucionalmente consagradas. Assim, conclui-se que é conveniente&#13;
atracar-se na convivência pacífica entre a resolução de litígios de consumo pela via dos&#13;
tribunais do Estado e pela via dos tribunais arbitrais, todas estas talhadas à realidade jurídica&#13;
de consumo. Não obstante, uma arbitragem itinerante seria a “cereja no topo do bolo”.
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<dc:date>2026-04-20T00:00:00Z</dc:date>
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