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<title>Faculdade de Direito - FD</title>
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<dc:date>2026-06-01T15:52:23Z</dc:date>
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<title>Justiça costumeira, autoridade e pluralismo jurídico em Angola: um contributo para o contencioso administrativo costumeiro</title>
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<description>Justiça costumeira, autoridade e pluralismo jurídico em Angola: um contributo para o contencioso administrativo costumeiro
Ventura, Alberto Siku
Com a aprovação da Constituição de 2010, inaugurou-se em Angola um novo quadro&#13;
jurídico que permitiu o reerguimento do Poder Tradicional e do Direito Costumeiro, os&#13;
quais passaram a assumir papéis mais ativos na vida política, sobretudo na organização da&#13;
Administração Pública e na administração da justiça. Tal evolução decorre do disposto no&#13;
artigo 7.o da Constituição, que reconhece o valor e a força jurídica do costume que não&#13;
contrarie a Constituição nem a dignidade da pessoa humana. Esse reconhecimento abriu&#13;
caminho para um modelo de coabitação entre o Estado e o Poder Tradicional,&#13;
particularmente no domínio da administração da justiça.&#13;
Nesse contexto, os Tribunais do Estado e os Tribunais Costumeiros passaram a servir a&#13;
mesma população, no mesmo território, embora seguindo sistemas jurídicos distintos.&#13;
Trata-se de uma manifestação clara de pluralismo jurídico que preserva a identidade&#13;
histórico-cultural do país.&#13;
A questão que se coloca, entretanto, é a seguinte: pode dessa coexistência resultar uma&#13;
Justiça Costumeira cujas decisões tenham a mesma autoridade jurídica que as decisões dos&#13;
Tribunais Estatais? Esta é a problemática central desta tese, cujo objetivo principal consiste&#13;
em demonstrar a autoridade das decisões proferidas pelos Tribunais Costumeiros,&#13;
sobretudo quando confrontadas com as decisões dos órgãos da Administração do Estado.&#13;
A análise aqui desenvolvida permite compreender e fortalecer o pluralismo jurídico em&#13;
Angola, sustentando-se que as decisões dos Tribunais Costumeiros possuem natureza&#13;
jurídica tão válida quanto as dos tribunais estatais, desde que respeitados os limites&#13;
constitucionais.
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<dc:date>2025-11-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>A regulação dos aeroportos em Moçambique</title>
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<description>A regulação dos aeroportos em Moçambique
Machava, Neusia Célia Olga
O objectivo central deste trabalho foi a análise da regulação económica dos aeroportos em&#13;
Moçambique tendo como base a abordagem alternativa da problemática dos vários aeroportos&#13;
que servem o tráfego internacional e regional em Moçambique. A reflexão comumente existente&#13;
é de que as relações entre o direito e a economia num contexto de fragilidades das relações&#13;
sectoriais são bastante conflituosas, uma vez que existe a formal ideia de liberalização&#13;
económica.&#13;
Desta forma, através da análise dos elementos do trabalho, é possível notar que o acervo&#13;
regulatório dos aeroportos não tem sido eficaz ao longo dos anos, na medida em que o efeito que&#13;
deveria ser esperado, mormente ao crescimento do tráfego não se verifica no transporte aéreo&#13;
regular doméstico. Mais ainda, a concorrência no mercado do transporte aéreo regular&#13;
doméstico, ainda que esteja liberalizado precisa de medidas regulatórias que o acompanhem de&#13;
forma eficiente, tomando como base a regulação eficaz dos aeroportos, de maneira a garantir a&#13;
sobrevivência dos transportadores aéreos domésticos regulares e a concorrência entre eles,&#13;
servindo melhor o cidadão.
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<dc:date>2024-03-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1611">
<title>A arbitragem de litigios de consumo: um contributo para sua operacionalização em Mocambique</title>
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<description>A arbitragem de litigios de consumo: um contributo para sua operacionalização em Mocambique
Abreu, Faizal Amussene de
A arbitragem de litígios de consumo é uma das realidades jurídicas com potencialidades de&#13;
petrificar a consagração do pluralismo jurídico, quando vislumbrada na perspectiva de um meio&#13;
processual alternativo. O principal marasmo ínsito no sistema de resolução de litígios de&#13;
consumo em Moçambique prende-se com a ínfima demanda nos tribunais judiciais com vista&#13;
à composição de litígios “consumeristas”. Relativamente à resolução alternativa destes litígios,&#13;
mormente a arbitragem, nada se vislumbra em Moçambique, restando, apenas, a referência às&#13;
eventuais negociações ou mediações ocorridas. O referido marasmo agudiza-se pelo facto de&#13;
todos serem consumidores num mercado em que a contrafacção levanta as suas bandeiras.&#13;
Seguindo o método dedutivo, o presente exercício consistiu, essencialmente, em trocas de&#13;
missivas com alguns tribunais judiciais em Moçambique e com outras entidades relevantes na&#13;
área de defesa do consumidor com vista a se aferir a real demanda no âmbito da resolução dos&#13;
marasmos que inquietam os consumidores. Os principais resultados atingidos não são&#13;
animadores, na medida em que foi confirmado o diminuto nível de demanda nos tribunais&#13;
judiciais (agravado pela inexistência da arbitragem), bem como a indiferença que as matérias&#13;
“consumeristas” causam aos consumidores, blindada pela inércia do Estado moçambicano em&#13;
difundir estas matérias constitucionalmente consagradas. Assim, conclui-se que é conveniente&#13;
atracar-se na convivência pacífica entre a resolução de litígios de consumo pela via dos&#13;
tribunais do Estado e pela via dos tribunais arbitrais, todas estas talhadas à realidade jurídica&#13;
de consumo. Não obstante, uma arbitragem itinerante seria a “cereja no topo do bolo”.
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<dc:date>2026-04-20T00:00:00Z</dc:date>
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<title>A problemática das escutas telefônicas e da prova digital como meios de obtenção de prova: uma análise comparada (Moçambique, Portugal e Brasil)</title>
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<description>A problemática das escutas telefônicas e da prova digital como meios de obtenção de prova: uma análise comparada (Moçambique, Portugal e Brasil)
Cossa, Zvika Costino Maniquidzua
Como consequência do crescimento da cibercriminalidade, tornou-se evidente a ineficácia dos&#13;
meios tradicionais de obtenção de prova, os quais se revelaram incapazes de responder à nova&#13;
dinâmica das sociedades contemporâneas. Diante disso, impôs-se aos Estados a necessidade de&#13;
reformular ou criar instrumentos legais capazes de enquadrar novos meios de obtenção de&#13;
prova, com destaque, no presente estudo, para as escutas telefónicas e a prova digital. Tratando-&#13;
se de uma matéria emergente, complexa e ainda insuficientemente regulamentada,&#13;
especialmente no ordenamento moçambicano, diversas dúvidas surgem quanto à sua aplicação&#13;
prática e validade jurídica. Assim, o objetivo deste trabalho é analisar o regime jurídico desses&#13;
meios de obtenção de prova sob a óptica do Direito Comparado, com ênfase nos sistemas&#13;
jurídicos de Moçambique, Portugal e Brasil, identificando pontos de convergência e&#13;
divergência. Constatou-se que, embora nenhum dos sistemas analisados disponha de um&#13;
regime absolutamente completo, Portugal apresenta um modelo mais estruturado, consolidado&#13;
e eficaz. Verificou-se também que Moçambique e Brasil carecem de reformas legislativas&#13;
específicas. No caso moçambicano, o regime das escutas telefónicas, claramente inspirado no&#13;
modelo português, foi transposto de forma parcial, resultando numa legislação incompleta e&#13;
lacunar. Quanto à prova digital, observa-se a ausência de uma regulamentação clara e&#13;
autônoma, estando esta dispersa em normas genéricas e insuficientes. Dessa forma, defende-se&#13;
a revisão do Código de Processo Penal moçambicano, com a dupla finalidade de completar o&#13;
regime das escutas telefónicas e de introduzir normas específicas sobre a obtenção,&#13;
conservação e tratamento da prova digital. Recomenda-se, ainda, a capacitação técnica de&#13;
instituições como o SERNIC, com a integração de peritos informáticos, bem como a adesão&#13;
urgente de Moçambique à Convenção de Budapeste sobre o Cibercrime, como forma de&#13;
alinhar-se aos padrões internacionais no combate à criminalidade digital e transnacional.
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<dc:date>2026-03-01T00:00:00Z</dc:date>
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