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dc.contributor.advisorLopes, José Reinaldo de Lima-
dc.contributor.advisorHenriques, Henriques José-
dc.contributor.authorVentura, Alberto Siku-
dc.date.accessioned2026-05-25T11:02:31Z-
dc.date.available2026-05-25T11:02:31Z-
dc.date.issued2025-11-01-
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.uem.mz/handle258/1636-
dc.description.abstractCom a aprovação da Constituição de 2010, inaugurou-se em Angola um novo quadro jurídico que permitiu o reerguimento do Poder Tradicional e do Direito Costumeiro, os quais passaram a assumir papéis mais ativos na vida política, sobretudo na organização da Administração Pública e na administração da justiça. Tal evolução decorre do disposto no artigo 7.o da Constituição, que reconhece o valor e a força jurídica do costume que não contrarie a Constituição nem a dignidade da pessoa humana. Esse reconhecimento abriu caminho para um modelo de coabitação entre o Estado e o Poder Tradicional, particularmente no domínio da administração da justiça. Nesse contexto, os Tribunais do Estado e os Tribunais Costumeiros passaram a servir a mesma população, no mesmo território, embora seguindo sistemas jurídicos distintos. Trata-se de uma manifestação clara de pluralismo jurídico que preserva a identidade histórico-cultural do país. A questão que se coloca, entretanto, é a seguinte: pode dessa coexistência resultar uma Justiça Costumeira cujas decisões tenham a mesma autoridade jurídica que as decisões dos Tribunais Estatais? Esta é a problemática central desta tese, cujo objetivo principal consiste em demonstrar a autoridade das decisões proferidas pelos Tribunais Costumeiros, sobretudo quando confrontadas com as decisões dos órgãos da Administração do Estado. A análise aqui desenvolvida permite compreender e fortalecer o pluralismo jurídico em Angola, sustentando-se que as decisões dos Tribunais Costumeiros possuem natureza jurídica tão válida quanto as dos tribunais estatais, desde que respeitados os limites constitucionais.en_US
dc.language.isoporen_US
dc.publisherUniversidade Eduardo Mondlaneen_US
dc.rightsopenAcessen_US
dc.subjectTribunais costumeirosen_US
dc.subjectPluralismo jurídicoen_US
dc.subjectPoder tradicionalen_US
dc.subjectDireito costumeiroen_US
dc.subjectCustomary courtsen_US
dc.subjectLegal pluralismen_US
dc.titleJustiça costumeira, autoridade e pluralismo jurídico em Angola: um contributo para o contencioso administrativo costumeiroen_US
dc.typethesisen_US
dc.description.resumoWith the adoption of the 2010 Constitution, a new legal framework emerged in Angola, enabling the resurgence of Traditional Authority and Customary Law. These institutions have come to play more active roles in political life, particularly in the organization of Public Administration and the administration of justice. This development stems from Article 7 of the Constitution, which recognizes the validity and legal force of customary norms, provided they do not contravene the Constitution or the dignity of the human person. Such recognition established a model of coexistence between the State and Traditional Authority, especially in matters of justice. Within this context, State Courts and Customary Courts serve the same population within the same territory, although operating under distinct legal systems. This arrangement represents a clear expression of legal pluralism that safeguards the country’s historical and cultural identity. The central question arising from this coexistence is whether it is possible to conceive a Customary Justice system whose decisions possess the same legal authority as those of State Courts. This is the core issue addressed in this thesis, whose main objective is to demonstrate the authority of decisions rendered by Customary Courts, particularly when compared with decisions issued by State administrative bodies. The analysis undertaken contributes to the understanding and consolidation of legal pluralism in Angola, supporting the view that the decisions of Customary Courts hold legal validity equivalent to those of State Courts, provided that constitutional limits are respected.en_US
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