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dc.contributor.advisorChilundo, Baltazar-
dc.contributor.advisorMadede, Tavares-
dc.contributor.authorMendes, Reginalda da Conceição António Cumbane-
dc.date.accessioned2026-09-21T12:34:36Z-
dc.date.available2026-09-21T12:34:36Z-
dc.date.issued2025-04-
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.uem.mz/handle258/1675-
dc.description.abstractA interrupção do tratamento antirretroviral representa um risco significativo para a saúde das pessoas vivendo com vírus de imunodeficiência humana podendo levar à progressão para doença avançada e ao aumento da mortalidade. Em adolescentes e jovens, os desafios da adesão ao tratamento são complexos e multifactoriais. Este estudo teve como objectivo analisar os factores que influenciam a interrupção do tratamento antirretroviral entre adolescentes e jovens da cidade de Maputo. Metodologia: Foi realizado um estudo qualitativo exploratório em Março de 2024, com entrevistas semi-estruturadas aplicadas a 10 adolescentes e 16 profissionais de saúde em quatro unidades sanitárias selecionadas: Alto-Maé, Xipamanine, Bagamoio e Mavalane. A análise temática e codificada dos dados foi conduzida com suporte do software para análise de dados qualitativos (ATLAS.ti). Resultados: Os factores associados à interrupção do tratamento antirretroviral foram agrupados em quatro categorias: socioeconómicos, institucionais, relacionados ao tratamento e individuais. Entre os factores socioeconómicos, destacaram-se a falta de alimentação, ausência de suporte familiar, revelações acidentais e dificuldades financeiras para transporte. Os factores institucionais incluíram o longo tempo de espera nas unidades sanitárias, falta de privacidade, conflitos entre horários escolares e consultas, exposição do seroestado e confidencialidade inadequada. No que se refere aos factores ligados ao tratamento, foram mencionados o surgimento de comorbilidades e fadiga. Já os factores individuais incluíram a não aceitação do diagnóstico, questionamento sobre a infecção, esquecimento das consultas, rotinas diárias complexas, viagens, pensamentos suicidas e dificuldades na revelação do seroestado a familiares. Conclusão: O estudo revelou que a interrupção do tratamento antirretroviral entre adolescentes e jovens resulta da interacção de múltiplos factores, sendo os de maior impacto as limitações financeiras, o tempo de espera nas unidades sanitárias, o surgimento de comorbilidades, o questionamento da infecção e a não aceitação do diagnóstico. Esses achados ressaltam a necessidade de fortalecer intervenções direccionadas às necessidades específicas deste grupo, garantindo maior suporte social, acesso facilitado aos serviços de saúde e estratégias que promovam adesão contínua ao tratamento.en_US
dc.language.isoporen_US
dc.publisherUniversidade Eduardo Mondlaneen_US
dc.rightsopenAcessen_US
dc.subjectTratamento antirretroviralen_US
dc.subjectVírus de imunodeficiência humanaen_US
dc.subjectProvedores de saúdeen_US
dc.subjectHealthcare providersen_US
dc.subjectHuman immunodeficiency virusen_US
dc.titleFactores que influenciam a interrupção da toma de anti-retrovirais em pacientes adolescentes e jovens: Estudo qualitativo nas unidades sanitárias da cidade de Maputoen_US
dc.typethesisen_US
dc.description.resumoThe interruption in antiretroviral therapy poses a significant health risk for people living with human immunodeficiency virus, potentially leading to disease progression and increased mortality. Among adolescents and youth, adherence to treatment is challenged by complex and multifactorial issues. This study aimed to analyze the factors influencing the interruption in antiretroviral therapy among adolescents and youth in Maputo city. Methodology: An exploratory qualitative study was conducted in March 2024, using semi structured interviews with 10 adolescents and 16 healthcare professionals from four selected health facilities: Alto-Maé, Xipamanine, Bagamoio, and Mavalane. Thematic and coded analysis was performed using a qualitative data analysis software (ATLAS.ti). Results: The factors associated with interruption in antiretroviral therapy were grouped into four categories: socioeconomic, institutional, treatment-related, and individual. Socioeconomic factors included lack of food, absence of family support, accidental disclosures, and financial difficulties for transportation. Institutional factors comprised long waiting times at healthcare facilities, lack of privacy, conflicts between school schedules and medical appointments, exposure of serostatus, and inadequate confidentiality. Treatment-related factors included the emergence of comorbidities and fatigue. Individual factors encompassed non-acceptance of the diagnosis, questioning the infection, forgetting appointments, complex daily routines, travel, suicidal thoughts, and difficulties in disclosing serostatus to family members. Conclusion: The study revealed that interruption in antiretroviral therapy among adolescents and young people results from the interaction of multiple factors, with the most impactful being financial limitations, long waiting times at healthcare facilities, the emergence of comorbidities, questioning of the infection, and non-acceptance of the diagnosis. These findings highlight the need to strengthen interventions tailored to the specific needs of this group, ensuring greater social support, easier access to healthcare services, and strategies that promote continuous treatment adherence.en_US
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