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dc.contributor.advisorArtur, Luís-
dc.contributor.authorAmong, Adeke Martha-
dc.date.accessioned2026-08-11T13:14:25Z-
dc.date.issued2026-07-
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.uem.mz/handle258/1671-
dc.description.abstractChoques induzidos pelo clima, incluindo secas recorrentes, ciclones e variabilidade das chuvas, continuam a exacerbar a insegurança alimentar e a prejudicar os meios de subsistência rurais em regiões vulneráveis de Moçambique, especialmente entre famílias chefiadas por mulheres. No entanto, as evidências empíricas que integram gênero, ação antecipatória e sistemas de subsistência para explicar a segurança alimentar das famílias ainda são limitadas. Este estudo sintetiza as conclusões de dois estudos transversais complementares. O primeiro, realizado sob os auspícios do Programa Mundial de Alimentos, abrangeu 1.644 famílias entrevistadas nas províncias afetadas pela seca de Tete, Sofala e Gaza. O segundo, liderado pela autora desta dissertação, entrevistou 407 famílias no distrito de Guijá, na província de Gaza. O principal objetivo foi examinar o estado de segurança alimentar das famílias afetadas pelo clima, utilizando uma perspectiva de gênero. A segurança alimentar foi avaliada utilizando o Índice de Consumo Alimentar (ICA), complementado pelo Índice de Diversidade Alimentar Familiar (IDAF) e pela Escala de Fome Familiar (EFF). Estatísticas descritivas, regressão logística binária, Análise de Componentes Principais (ACP), Análise de Correspondência Múltipla (ACM) e análise de cluster foram empregadas para identificar determinantes da segurança alimentar, padrões alimentares e tipologias de meios de subsistência domiciliares. Os resultados indicam altos níveis de insegurança alimentar em ambos os estudos, afetando 54,1% dos domicílios nas 3 províncias estudadas no primeiro estudo e 67,6% no segundo estudo no distrito de Guijá, com disparidades espaciais significativas. Domicílios chefiados por mulheres apresentaram consistentemente níveis mais altos de insegurança alimentar, embora o gênero não tenha sido consistentemente um determinante significativo após o controle de fatores socioeconômicos e ambientais. A participação em ações antecipatórias com perspectiva de gênero foi associada a uma redução de 41% nas chances de insegurança alimentar e a menores disparidades de gênero entre os domicílios beneficiários. Em ambos os contextos de estudo, a segurança alimentar esteve fortemente associada à renda, à diversificação dos meios de subsistência, ao acesso ao mercado, à posse de ativos (incluindo gado e bens de transporte), às práticas de uso da terra e à capacidade de recuperação de choques, enquanto a irregularidade das chuvas e os recursos produtivos limitados estiveram associados a piores resultados em termos de segurança alimentar. A Análise de Mudanças Climáticas (AMC) identificou ainda tipologias de meios de subsistência e padrões alimentares distintos, com a maioria das famílias dependendo de dietas à base de alimentos básicos, em vez de dietas diversificadas e ricas em nutrientes. No geral, os resultados demonstram que a segurança alimentar e a resiliência das famílias são moldadas pela interação entre gênero, ativos de subsistência, acesso ao mercado e gestão de riscos climáticos. Integrar ações antecipatórias com perspectiva de gênero à diversificação dos meios de subsistência, à integração ao mercado e à promoção de ativos oferece um caminho promissor para fortalecer a capacidade de adaptação e promover resultados de segurança alimentar mais equitativos e sustentáveis ​​em regiões propensas à seca em Moçambique.(TRADUÇAO NOSSA)en_US
dc.language.isoengen_US
dc.publisherUniversidade Eduardo Mondlaneen_US
dc.rightsopenAcessen_US
dc.subjectClimate shocksen_US
dc.subjectFood securityen_US
dc.subjectAnticipatory actionen_US
dc.subjectRural livelihooden_US
dc.subjectMozambiqueen_US
dc.titleClimate variability, gender-responsive anticipatory action, Livelihood systems and household food security in rural Mozambiqueen_US
dc.typethesisen_US
dc.description.embargo2026-08-
dc.description.resumoClimate-induced shocks, including recurrent droughts, cyclones, and rainfall variability continue to exacerbate food insecurity and undermine rural livelihoods in vulnerable regions of Mozambique specially among female headed households. However, empirical evidence integrating gender, anticipatory action, and livelihood systems in explaining household food security remains limited. This study synthesizes findings from two complementary cross- sectional studies. The first, carried out under the auspice of the World Food Program, comprised 1,644 households surveyed across drought-affected provinces of Tete, Sofala, and Gaza. The second, led by the author of this dissertation, surveyed 407 households in Guijá district of Gaza province. The main objective was to examine the food security status of the climate-stressed households by using a gender perspective. Food security was assessed using the Food Consumption Score (FCS), complemented by the Household Dietary Diversity Score (HDDS) and Household Hunger Scale (HHS). Descriptive statistics, binary logistic regression, Principal Component Analysis (PCA), Multiple Correspondence Analysis (MCA), and cluster analysis were employed to identify determinants of food security, dietary patterns, and household livelihood typologies. The results indicate high levels of food insecurity for both studies, affecting 54.1% of households across the 3 studied provinces for the first study and 67.6% for the second study in Guijá district, with significant spatial disparities. Female-headed households consistently exhibited higher levels of food insecurity, although gender was not consistently a significant determinant after controlling for socioeconomic and environmental factors. Participation in gender-responsive anticipatory action was associated with 41% lower odds of food insecurity and narrower gender disparities among beneficiary households. Across both study contexts, food security was strongly associated with income, livelihood diversification, market access, asset ownership (including livestock and transport assets), land- use practices, and shock recovery capacity, whereas irregular rainfall and limited productive resources were associated with poorer food security outcomes. MCA further identified distinct livelihood typologies and dietary patterns, with most households relying on staple-dependent diets rather than diversified, nutrient-rich diets. Overall, the findings demonstrate that household food security and resilience are shaped by the interaction of gender, livelihood assets, market access, and climate risk management. Integrating gender-responsive anticipatory action with livelihood diversification, market integration and assets promotion offers a promising pathway for strengthening adaptive capacity and promoting more equitable and sustainable food security outcomes in drought–prone regions in Mozambiqueen_US
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