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Title: Frequência de Schistosomíase em Biópsias com cancro da bexiga diagnosticadas no Serviço de Anatomia Patológica do Hospital Central de Maputo de 2019 a 2023
Authors: Ismail, Mamudo Rafik
Tefo, Folário Draiva
Keywords: Schistosomíase
Cancro da bexiga
Epidemiologia
Doença tropical e subtropical
Parasita digenético
Issue Date: 1-Nov-2025
Publisher: Universidade Eduardo Mondlane
Abstract: Schistosomíase é uma doença tropical e subtropical negligenciada (DTN) de grande importância médica, causada por um parasita digenético do género Schistosoma. A schistosomíase urogenital, doença causada por S. haematobium, afecta no mundo uma população estimada em 240 milhões, com considerável impacto socioeconómico, morbidade e mortalidade. Em África a prevalência é de 232,8 (97%) milhões das pessoas, 300.000 mortes anuais, na África Subsaariana a mais problemática com cerca de 192 milhões, constituindo 93% da carga global da doença, em Moçambique a prevalência é de 47% a 58,5%. Dentre várias complicações, a schistosomíase urinária causa o cancro da bexiga. Em Moçambique os casos do cancro da bexiga são relativamente altos. Até ao ano de 2020 a doença ocupava oitavo lugar e foi a oitava causa da morte. Anualmente são diagnosticados mais de 895 (3,5%) novos casos e 528 (2,9%) mortes. Em Moçambique não foram encontrados estudos que relatem a presença e a frequência da schistosomíase nas biópsias do cancro da bexiga. Objectivo: determinar a frequência de schistosomíase em biópsias com cancro da bexiga diagnosticadas em pacientes no Serviço de Anatomia Patológica do Hospital Central de Maputo de 2019 a 2023. Metodologia: Tratou-se de um estudo transversal, retrospectivo e descritivo com uma série de dados secundários de pacientes com diagnóstico de Cancro da Bexiga a partir de biópsias realizadas desde 2019 a 2023. Foi elaborada uma ficha de recolha de dados própria com as respectivas variáveis. Os dados de biópsias foram colhidos nos processos anátomo- patológicos registados. O tamanho da amostra foi igual ao universo de 167 biópsias no geral, porém, apenas 109 foram diagnosticados cancro da bexiga e desses, apenas 22 casos estiveram co-infecatados com schistosomíase. Os dados foram analisados no SPSS 25.0. Foi usada estatística descritiva para descrever os principais indicadores. Resultados: A idade média dos participantes foi de 56 (27-85 anos), SD±14,4; onde 77,3% foram do sexo feminino. a frequência de schistosomíase em biópsias com cancro da bexiga foi de 20,2%. A faixa etária mais afectada foi 31-60 anos com 50%(n=11). Pacientes provenientes da região sul tiveram maior frequência de pacientes 86.4%(n=19), as províncias de Maputo e Gaza tiveram maior participação com 45,5%(n=10) e 36,4%(n=8) respectivamente. O tipo histológico mais frequente foi o carcinoma epidermoide ou de células escamosas (SCC) da bexiga em 90,9% casos seguido do carcinoma urotelial ou de células transicionais (TCC) com 9,1% e nenhum caso em adenocarcinoma.
URI: http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1621
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